Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Strike Master e Omen em Campina Grande


Demonized Legion (quem disse que em Campina Grande só tem forró?!)

Campina Grande sempre foi uma referência nacional a nível de Metal. Não sei o que influencia, de fato, para que esse tipo de cena aqui seja tão forte. Enquanto João Pessoa possui uma abertura muito grande para bandas de rock n´roll e Hard core, em Campina a coisa é mais from hell. Prova disso foram shows aqui da lendária banda Sepultura e da Iconoclasm, da Suécia. Eu acho o pessoal daqui bem mais sincero nas coisas que organizam. Trazer essas bandas de fora sempre é garantia de casa cheia, de gente vestida a cárater e de muito barulho.
No dia 04 desse mês, aconteceu mais uma vez um show histórico desses. Tocaram no Clube Ypiranga, lendária casa de shows da cidade que teve seus tempos de glória e que hoje funciona como uma espécie de "inferninho", a banda local Demonized Legion, e baiana Headhunter DC, a mexicana Strike Master e os norte-americanos da Omena; uma espécie de resposta yanke ao Iron Maiden, que ficou obscura demais. Geralmente, os shows de CAmpina Grande possuem uma cadência: quando a coisa não é muito light, beirando ao regional e a MPB, é brutal e extrema, beirando ao black metal. Me surpreendeu muito que nessa noite, tocaram bandas de estilos bem variados, do Black, do Trash ao Heavy Metal. Creio que o caminho é esse: diversificar, para que esses encontros ganhem ares de mini-festivais de metal, com espaço para várias sonoridades dentro da linha a que o evento se propõe a divulgar.


Headhunter DC da Bahia (E pensar que aqui só dava Chiclete com Banana...)

O som que eu mais gostei foi a dos mexicanos da Strike Master... contam as más línguas que levaram os caras da banda logo cedo para tomarem cachaça no mercado central de Campina e, de fato, a noite o vocalista da banda estava tão passado que estava quase falando português, nos intervalos das músicas. São uns caras novinhos, mas com muita pegada no som que fazem. Me lembrei bastanbte de bandas de trash clássicas como Kreator, Destruction e Sepultura, quando vi a perfomancer deles. Teve até direito a um cover do Motorhead, da música Ace of Spades em versão trash. Pura loucura. Os caras dos States, da Omen, aparentaram serem bastante gente boa. O Kenny Powell, guitarrista, estava sendo alvo de constantes abordagens para fotos e conversas mímicas, já que no Brasil a galera é gente boa, mas a educação é uma merda e aí não se tem como muitos headbangers conversarem com seus ícones em inglês. Mas tudo bem... o que vale é a intenção.


Strike Master, direto do México, sem gripe suína.

Que o pessoal da Hell Noise Produções continue com essas articulações que, longe de visarem alguma forma de lucro, favorecem essa cidade a se afirmar como um pólo nacional para esse tipo de música. Acima de tudo, esses shows acontecem aqui porque existem pessoas seriamente comprometidas com a música que gostam de escutar e com o que se pode chamar de cena underground. Isso é bacana de se ver, sempre. Sem falar que, nesses shows, sempre a gente encontra grandes amigos para colocarmos os papos em dia, enquanto rola um barulhão de trilha sonora e tudo muito regado a uma boa cerva gelada. Salut!


Omen, dos EUA: literalmente, banda de macho.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Hora de mais uma triagem



Essa semana eu devorei o último livro que Charles Bukowski escreveu antes de partir para sua última viagem. Intitulado Pulp, o romance de Bukowski narra o dia-a-dia de Nick Belane, um detetive medíocre que, de uma hora para outra, tem como cliente a Morte, que na trama aparece como uma mulher linda, gostosa e charmosa. A Dona Morte contrata Nick Belane para encontrar Celine, o grande escritor francês que nasceu em fins do século 19 e que morreu em 1961. Segundo a Morte, Celine anda vivo, em pleno anos 90, e frequentando livrarias de Los Angeles. Existem outros desfechos bem interessantes para a trama e vários outros personagens que vão surgindo e que, para mim, dão o fôlego de melhor obra que o velho safado já escreveu. Poucos meses do livro pronto, a morte realmente veio encontrar com Bukowski e se era igual a uma mulher sexy, não tem como se saber.

Nas últimas semanas, percebi que preciso fazer mais uma triagem na minha vida. Separar o joio do trigo, ou melhor, separar-me do joio mais uma vez. As vezes paro para pensar e chego a conclusão de que devo ter uma espécie de magnetismo que atrai gente problemática para perto de mim. Não entendo bem como funciona, mas quero acabar com esse ciclo. Claro que não sou um autor de livros de auto-ajuda, modelo de sucesso total, até porque, nesse caso, não sei quem é o pior dos perdedores... se é a pessoa que tem de dizer aos outros que eles não devem se deprimir ou se é quem precisa escutar ou ler essas coisas para não se deprimir. Simplesmente, tem hora que a gente cansa de ficar toda hora sendo requisitado pra lidar e resolver problemas dos outros, enquanto vamos abrindo mão de nossa própria individualidade. Bom, existem longos tratados sobre sociopatia e eu não quero me aprofundar nessa questão.
Engana-se quem acha que vampiros só existem na ficção.

Além de reciclar meus contatos, também mudei a rotina. Ultimamente, fazer exercicíos tem me feito muito bem. O ânimo, a disposição, até mesmo para estudar, aumenta e muito. O que mais tenho sentido falta é de tocar bateria. Tocar com pegada, fazer um som apaixonado e forte... como se tem que ser, faz muita falta. Espero que essa ausência seja preenchida agora em julho. Mais um projeto que está para começar e eu fico aqui pensando: "lá vou eu, de novo"... É isso, depois de assistir o documentário Anvil, que narra a trajetória de uma banda que faz sucesso nos anos 80, cujos músicos, mesmo no ostracismo, ensaiam até hoje pelo prazer de se fazer o que gostam, tive idéia do quanto vale a pena não abrir mão do que realmente gostamos. Claro que também deve-se conservar os pés no chão, pois, nesse caso, encarar a realidade com pragmatismo é o que faz as coisas darem certo (na maioria das vezes).

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Vídeos Motivacionais: The Solution

Saudações! Estava um tempo meio sumido! Na correria, sobretudo, estudando muito e escrevendo também. Nas horas vagas, uma circulada pela noite "fria" e demasiadamente familiar de Campina. Ainda mais em tempos de São João... uma certa euforia toma conta do populacho. Então, sempre se acontecem coisas interessantes e, até, inusitadas pra serem observadas. Eu, apesar de toda minha truculência, tenho tido, realmente, um São João generoso. Girls... algumas sabem realmente como sacudir as coisas. Bom, eu vou postar dois vídeos de uma banda de Soul Music chamada The Solution, de Chicago. Trata-se de uma banda que tem como membros principais a lenda do rock de Detroit: Scott Morgan, nos vocais e Nick Royale Andersson, que é ex-guitarrista e cantor da banda sueca The Hellacopters, tocando bateria. Eu simplesmente pirei quando baixei o primeiro albúm, "communicate", e o segundo, "Will not be televised". Pra mim, The Solution é uma prova de que é possível ser refinado e técnico, na música, sem precisar ser chato e pernóstico. A propósito, me lembrem de postar a queda de Caetano Veloso do palco, como sinônimo de vídeo desmotivacional. Nunca tinha visto show mais chato...



Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

87 anos sem Lima Barreto



Lima Barreto (1881/1922) faria aniversário dia 13 desse mês. Sou suspeito pra tecer qualquer elogio ao escritor, pois é o meu favorito entre os brasileiros. Fadado a boemia, a noites infidáveis de andanças em lugares suspeitos e de baixa reputação, a semanas e semanas de bebedeiras e a uma vida sem reconhecimento, tendo sua candidatura a vaga na ABL ignorada, o único termo que define Lima Barreto é o de escritor maldito. Maldito por ter feito questão de afrontar o culto ao dicionário que os senhores de casaca e picinez, que frequentavam a Livraria Garnier no Rio, chamavam de literatura; maldito por ter sofrido na pele as rotinas sociais da opressão por ser mulato e pobre; maldito por criticar as futilidades e hipocrisias do liberalismo e se afirmar como anarquista, em um tempo que isso era motivo para deportações e exílios; maldito porque se abateu diante da sociedade e buscou refúgio no álcool como forma de evasão, até as últimas consequências. Segue algumas das minhas passagens favoritas que encontro em seu Diário Intímo:

"Eu sou Afonso Henriques de Lima BArreto. tenho vinte e dois anos. Sou filho legítimo de João Henriques de Lima Barreto. Fui aluno da Escola Politécnica. No futuro, escreverei a História da Escravidão Negra no BRasil e sua influência na nossa nacionalidade". (Diário Intímo, p. 33)

"Eu tenho muita simpatia pela gente pobre do Brasil, especialmente pelos de cor, mas não me é possível transformar essa simpatia literária, artística, por assim dizer em vida comum com eles, pelo menos com os que vivo, que, sem reconhecerem a minha superioridade, absolutamente não tem por mim nenhum respeito e nenhum amor que lhes fizesse obedecer cegamente". (Diário Intímo, p. 76)

"Enfim, a minha situação é absolutamente desesperadora, mas não me mato. Quando estiver bem certo de que não encontrarei solução, embarco para Lisboa e vou morrer lá, de miséria, de fome, de qualquer modo" (Diário Intímo, p. 172)

"No dia 30 de agosto de 1917, eu ia para a cidade, quando me senti mal. Tinha levado todo o mês a beber, sobretudo parati (cachaça). Bebedeira sobre bebedeira, declarada ou não. Comendo pouco e dormindo Deus sabe como. Andei porco, imundo" (Diário Intímo, p. 193)

"A segunda vez que estive no hospício de 25 de dezembro de 1919 até a 2 de fevereiro de 1920. Trataram-me bem, mas os malucos, meus companheiros, eram perigosos. Demais, eu me imiscuia muito com eles, o que não aconteceu daquela vez que fiquei de parte" (Diário Intímo, p. 213)

Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Sitrans de Campina Grande versus mestrandos e doutorandos



Campina Grande tem mania de metrópole, tem mania de grandeza a começar pelo nome... Campina tem mania de megalomania. Mas não importa, sempre será uma província. Uma província cujas elites não passam de caboclos querendo ser ingleses, como já cantava nos perdidos anos 90, aquele mauricinho desafinado, metido a poeta e a politizado chamado Cazuza.Campina é uma província na qual se faz de tudo para que o jogo continue de cartas marcadas, mesmo que seja através de concursos, eleições, debates e qualquer outra prática que se tenha como democrática.
Uma das coisas na cidade que me deixa profundamente incomodado é a questão do monopólio no transporte público exercido por certas empresas ligadas a partidos e grupilhos políticos locais. O Sindicato de TRansportes Públicos de Campina Grande, o SITRANS, tem mania de tratar os estudantes da cidade como gado. Isso mesmo, não existe outra definição ou caracterização para o tratamento que dão a quem precisa ir até a sede de tão grandiosa instituição para ter garantido seu direito básico a meia passagem nos ônibus. O setor de atendimento ao público fica no primeiro andar e, ontém, cheguei a ficar UMA HORA E MEIA na fila esperando atendimento, em uma sala que fazia um calor infernal. Os 3 patéticos ventiladores que eles colocam para arejar o local não serve nem pra disfarçar o mormaço e a catinga de suor que as pessoas começam a emanar quando se passa mais de cinco minutos ali dentro. O tamanho do absurdo é grande: ontém quando eu estava lá, uma menina desmaiou e foi retirada por outras pessoas para ser atendida do lado de fora, tamanho era o calor lá dentro.
Se alguma parte dos lucros desse aumento absurdo que houve de 1,70 na tarifa urbana, em uma cidade do tamanho de um ovo é abusurdo, fosse usado em forma de retorno no atendimento público, isso poderia ser evitado. Mas que retorno ao público que nada... Anchieta Bernardino tem coisas mais importantes pra se preocupar, como por exemplo, negar o direito a meia passagem de uma parcela dos estudantes que seriam aqueles que estão na pós-graduação.
Pois é, para o sapiente chefe do SITRANS, os pós-graduandos não são estudantes. Eu poderia dizer que as pessoas, no geral, são estudantes a vida toda, talvez não pessoas como ele, claro. Mas isso é outra história. Segundo o DCE da UFCG, estão sendo feitas negociações entre a instituição dos estudantes e a dos vampiros, ops... quer dizer, sindicalistas. Nesse ínterim, como mestrando não tenho direito a me locomover pela cidade com a meia passagem. Espero que meus 1,70 estejam, pelo menos, servindo pra complementar o whiske dos empresários de transportes que financiaram a campanha do prefeito e do superintendente do SITRANS, já que pra manter de pé este absurdo é capaz até de articular conspirações nefastas com o PROCON. Eu só digo uma coisa: vai gostar de 1,70 assim na casa do satanás, infeliz!

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Mais uma epidemia...


Que muitas pessoas se assemelham aos porcos, isso todo mundo sabe. Sejam pela estética, ou pela própria constituição do cárater vil, lamacento e sujo. Agora ficar doente a partir de uma doença de porcos é novidade. O que mais me preocupa é que a epidemia começa justamente na zona de fronteira entre Estados Unidos e México, zona desertificada na qual é bastante propícia para instalações militares e científicas que trabalham de forma obscura.
Na verdade, os norte-americanos tem uma vasto currículo de atividades duvidosas de caça a vírus letais que afirmam serem feitas com base apenas em princípios científicos. A pesquisadora canadense Kirsty Duncan liderou, em 1997, uma equipe de pesquisadores para encontrarem exemplares congelados da gripe espanhola, em cadáveres, que estavam enterrados em uma ilha gelada da Noruega. Em 1919, essa epidemia chegou a matar 20 milhões de pessoas, entre as quais o presidente do Brasil Rodrigues Alves. O material que foi coletado nos cadáveres, as amostras, foram mandandas para laboratórios secretos na Inglaterra e nos Estados Unidos.
Também não é novidade a ligação dos Estados UNidos com o desenvolvimento do vírus da AIDS, que seria, a princípio, usado como arma biológica, mas também deveria servir para intimidar e inibir os homossexuais. O continente africano parece ser um dos territórios preferidos dos norte-americanos para testarem essas novas epidemias. O próprio virus Ebola, capaz de transformar as entranhas de um ser humano em uma pasta de sangue, em algumas horas, também manifestou-e primeiramente por lá. A questão é que o Ebola é um vírus potencializado, isto é, submetido a um processo de mutação genética, para ter um efeito mais devastador. Aí é só ligar os fatos... Que país do mundo vem manipulando, coletando vírus e instalando bases na África, através de fachadas?
No caso da gripe suína, que é um microorganismo que quando se encontra no porco não causa "gripe" ao animal, por que diabos essa coisa vai achar justamente de sair de seu hospedeiro natural para invadir o corpo dos seres humanos, se nunca teve estrutura genética para isso? A maior dificuldade em se controlar e tratar a doença é que o vírus sofre mutações rapidamente. Mais um indício de que se trata de uma doença de laboratório, algo que, se não está sendo disseminado propositalmente, escapou dos laboratórios norte-americanos. Não é a toa que ficou agendado para 1999, através de uma convenção, a destruição de exemplares do vírus da varíola que estavam em poder dos Estados Unidos e da Rússia.
Posso ter ao menos o luxo de especular sobre as razões e as origens dessa epidemia que está causando um grande clima de histeria entre as pessoas. Talvez digam até que sou adepto do método paranóico hipercrítico de Salvador Dali, mas através de um raciocínio lógico, recorrendo ao histórico de envolvimento dos Estados Unidos com armas biológicas, basta ir montando as peça do quebra-cabeça. A questão é o seguinte: a essa porcaria de gripe, não tem rock n´roll, feijoada e muito menos espiríto de porco que resista.

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Open the gates!



Bom, cheguei vivo! Eu não tem nem palavras para falar sobre a sexta, primeiro dia do Abril Pró-rock. Primeiro que escolher bandas como Decomposed God e Matanza para abrir para o trio inglês foi brutal! Tomei um 1 litro de whikey para entrar, já que lá dentro além da cerva ser de péssima qualidade, os preços são exorbitantes. Não deu outra... até com a perna toda sequelada entrei na roda de pogo e tudo. No outro dia, além da ressaca violenta e injustificável, também rola a contagem de hematomas. As mãs línguas contam até que tomei banho de cerveja... e quanto ao canhoto do ingresso que eu iria guardar como souvenier? Porra... é outra história. ehehehehe
Tenho que agradecer muito ao George, pela hospitalidade, amizade e as budweisers, as doses de Jack Daniel´s, as bohemias e as skols! Porra, fazia tempo que eu tinha me divertido tanto. No sábado, entre batatas fritas, altos papos, partidas de Doom 3 e Hermes & Renato no youtube, eu só pensava em como o tempo passa rápido nesses momentos. E quanto ao Lemmy... bom, esse continua o mesmo velho depravado e incorrigível de sempre. "I like to break rules"... é isso. Que Lemmy seja exemplo de vida e de filosofia para todos que gostam de tudo muito cartesiano.